07h00 - quarta, 21/02/2018

"Tenho tido casamento
perfeito com Odemirense"

"Tenho tido casamento perfeito com Odemirense"

Com 40 anos acabados de fazer e mais de 500 jogos com a camisola do clube, o capitão do Odemirense está aí "para as curvas" e ainda sonha levantar a Taça do Distrito de Beja. Em entrevista ao "SW", Pedro Gonçalves (que todos conhecem por Périka) diz mesmo: "Não me considero um símbolo. Símbolo é aquele que temos na parede da sede e na bandeira do Odemirense. Sou apenas mais um que tem tentado ajudar ao longo destes anos todos".

Já lá vão 40 anos no Cartão do Cidadão. O que é que ainda o motiva para, domingo após domingo, continuar a entrar em campo?
Acima de tudo a paixão pelo futebol! Porque quando deixar de jogar futebol, para mim acaba-se… Há aqueles que têm o objectivo de vir a ser treinador, mas isso é uma coisa que não me fascina minimamente. Por isso vou aproveitar o máximo enquanto ainda consigo jogar e depois cá estarei como adepto, de cachecol e boné ao domingo.

Quer dizer que ainda não pensa em "pendurar as botas"?
Pensar até penso… Mas já houve duas vezes em que disse que ia deixar de jogar e depois acabei por continuar. Provavelmente esta vai ser a minha última época, mas não quero afirmar isso dessa forma…

Grande parte dos seus adversários terão idade para serem seus filhos. Como é que lhes "faz frente"?
Há jogadores com muita qualidade no Distrital e cada vez vou tendo mais dificuldade para os acompanhar. E há fins-de-semana que não correm tão bem! E dentro do plantel também mais de metade [dos jogadores] podiam ser meus filhos devido à idade. Mas damo-nos todos bem, há respeito e quando chegamos ao balneário somos todos da mesma idade. Antigamente era diferente.

Como assim?
Lembro-me que quando passei dos juniores para os seniores havia aquele respeito com os mais velhos. Agora é diferente e acho que é melhor assim: tratamo-nos todos com igualdade, na brincadeira e com o devido respeito.

Mas no balneário não brincam consigo devido à idade?
É "cota para aqui", "cota para ali", "velhote"… [risos] Mas tudo na brincadeira e levo isso na boa. Tem mesmo de ser assim!

Tem quase 600 jogos ao serviço do Odemirense. Nunca teve vontade de mudar, de experimentar outro clube?
Não, não… É aqui que me sinto bem, é que tenho os meus amigos e não vejo necessidade de estar a ir para aqui ou para ali jogar à bola por meia dúzia de tostões. Apesar do dinheiro dar jeito ao final do mês, não é isso que me motiva. Como costumo dizer aos meus amigos, tenho tido um casamento perfeito com o Odemirense!

Qual o momento mais especial que viveu com a camisola do Odemirense?
Infelizmente só fui campeão distrital uma vez [em 2009], mas esse foi sem dúvida o momento mais alto. Depois foi ter jogado alguns jogos, ainda júnior, pelos seniores na antiga 3ª divisão nacional. E depois ter ido a duas finais da Taça [do Distrito de Beja], que infelizmente perdemos. Costumo dizer que o dia mais bonito do futebol no distrito de Beja é o dia da final da Taça e já lá fui duas vezes, ainda que sem conseguirmos trazer a Taça para cá…

Pode ser que seja este ano.
Pois, esse é um dos nossos objectivos. Quando entramos em campo é sempre para ganhar, mas nem sempre corre como queremos.

Aos 40 anos sente-se um "símbolo" do Odemirense?
[risos] Do clube não, mas da equipa sénior talvez. Já me aconteceu duas ou três vezes ir a Serpa, por exemplo, e haver alguém na bancada a dizer - 'O defesa-direito do Odemirense é sempre o mesmo!'. As pessoas já me conhecem, mas não me considero um símbolo. Símbolo é aquele que temos na parede da sede e na bandeira do Odemirense. Sou apenas mais um que tem tentado ajudar ao longo destes anos todos.


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