07h00 - sexta, 19/10/2018

Odemira aposta na
integração de migrantes

Odemira aposta na integração de migrantes

Os números são elucidativos: no final do último ano 18,8% da população residente no concelho de Odemira era migrante legalizada, num total de 4912 habitantes de 68 nacionalidades (na maioria da Ásia), o que constitui 57,8% dos migrantes registados em todo o distrito de Beja. Foi esta realidade que levou a Câmara de Odemira a aprovar o segundo Plano Municipal para a Integração de Migrantes, no âmbito do projecto "Odemira Integra +", que alicerça a política local de acolhimento e integração.
A segunda fase do programa, que é dinamizado através da Comissão Local para a Interculturalidade, congrega os esforços da autarquia, de diversas entidades públicas e privadas e de empresas com intervenção no concelho e vai vigorar até Agosto de 2020, tendo financiamento assegurado através do Fundo para o Asilo, Migração e Integração (FAMI).
"É um trabalho que nos propomos continuar a fazer, no sentido de minimizar os impactos e os desequilíbrios sociais que, naturalmente, são provocados por uma afluência tão repentina e intensa de população com estas especificidades a este território", vinca a vereadora Deolinda Seno Luís.
De acordo com a responsável pela pasta da Acção Social na Câmara de Odemira, A migração "traz mais-valias a um território" como Odemira e permite mitigar questões como "a perda de população nos territórios de baixa densidade".
Por isso, "a migração pode e deve ser vista como uma oportunidade, sabendo que os países mais desenvolvidos são também interculturais. Chegou a vez de Odemira aceitar esta nova realidade, mas encontrando os equilíbrios que são necessários", argumenta.
Nesse sentido, o novo "Odemira Integra +" (que teve a empresa de consultoria e formação Logframe como entidade parceira) contou na sua elaboração com a participação dos actores locais e regionais, assim como da própria comunidade migrante, por forma a dar continuidade ao trabalho desenvolvido junto das comunidades migrantes e mas também da população local.
Para tal, surge estruturado em 13 áreas de intervenção: Serviços de Acolhimento e Integração; Urbanismo e Habitação; Mercado de Trabalho e Empreendedorismo; Educação e Língua; Formação e Capacitação; Cultura; Saúde; Solidariedade e Resposta Social; Cidadania e Participação Cívica; Media e Sensibilização da Opinião Pública; Racismo e Discriminação; Relações Internacionais; e Religião.
"Este plano vem consolidar, potenciar e fazer crescer um conjunto de medidas que já têm experiência prática no terreno e que era importante continuar a desenvolver", observa Deolinda Seno Luís, sendo que entre as novas acções a colocar em prática nos próximos dois anos surgem medidas ao nível do acesso ao SNS, acções de formação para os funcionários das entidades públicas que lidam com este tipo de requerentes, formação em Português para os migrantes ou a aposta na inclusão através da cultura.
"Este plano está muito vocacionado para quem quer viver em Odemira e começar uma nova vida. E transformar um migrante num cidadão. E para ser cidadão tem de estar consciente dos seus direitos, mas também dos seus deveres, e passar a ser parte integrante desta comunidade", nota Deolinda Seno Luís.


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