07h00 - quarta, 05/12/2018

"Renascente tem
condições para ser forte"

"Renascente tem condições para ser forte"

Homem da "casa", Nilton Reis deixou a formação do clube para "segurar o barco" e assumir o comando técnico do Renascente de São Teotónio, equipa que esteve em vias de desistir do campeonato da 1ª divisão distrital de Beja. Um desafio que o jovem técnico assume com muita ambição e vontade de trabalhar.

Nas últimas três épocas o Renascente realizou sempre campeonatos distritais muito tranquilos e sem sobressaltos. A que se propõe a equipa este ano, até tendo em conta os obstáculos que enfrentou no arranque da época?
O Renascente propõe-se a ganhar todos os jogos. Ou seja, fazer o melhor possível! Mas sabemos que a nossa época começou de forma atribulada, fora de tempo, com um plantel formado em cima do campeonato e com poucos treinos antes da prova começar. No entanto, já entrámos num bom ritmo, o plantel foi reestruturado e temos vindo a melhorar jogo após jogo. No fundo, as ambições são ganhar todos os jogos… E vamos certamente ganhar bastantes jogos!

Espera, portanto, que a prestação da equipa melhore substancialmente nas próximas semanas?
Sim, claramente! Aliás, neste momento temos quatro jogos feitos – dois em casa e dois fora – e um ponto conquistado, mas por falta de uma "pontinha" de sorte. Porque contra o Guadiana e contra o Piense fomos a melhor equipa e, neste momento, até podíamos perfeitamente, na minha opinião, ter seis pontos e não apenas um. Mas é como digo: [o campeonato] começou um bocadinho perro, temos vindo a melhorar e vamos melhorar ainda mais. Todo o plantel, equipa técnica e direcção estão a esforçar-se para isso.

Para garantir a manutenção, que, presumo, seja o vosso grande objectivo. E relativamente à Taça do Distrito de Beja? Qual o vosso objectivo?
Só espero chegar à final! O clube merece isso e nós trabalhamos para isso, pois achamos que temos condições. E queremos chegar à final [da Taça], sem dúvida nenhuma. Mas se apanharmos o Aljustrelense [no sorteio] já temos de falar de outra maneira…

Mineiro Aljustrelense só na final.
Pois… O Aljustrelense é uma equipa que a nível distrital não se compara com nenhuma das outras! É uma equipa claramente de um patamar superior em comparação com as restantes equipas com quem compete. Mas volto a dizer: queremos chegar à final [da Taça do Distrito de Beja]. E quanto ao campeonato, queremos a manutenção. Se bem que queremos ficar o mais acima possível… E creio que isso vai acontecer.

O campeonato distrital da 1ª divisão de Beja tem apenas 11 equipas. Isso é positivo ou negativo para a competição?
Na minha opinião é mau, é péssimo… Aliás, se formos, ver há mais equipas na 1ª divisão que na 2ª [divisão]. E se não estão na 1ª divisão distrital certamente por alguma coisa será…

Quais são, na sua opinião?
Pelas informações que venho a recolher, é porque não lhes interessa jogar na 1ª divisão distrital. Ou porque não há jogadores com qualidade suficiente para isso ou porque os gastos são bastante altos! E o que me dá a entender é que os clubes, cada vez mais, estão a apertar os cordões à bolsa. Daí haver uma grande discrepância, por exemplo, entre o Mineiro e as outras equipas.

É preciso uma reflexão sobre esta nova realidade…
Já tenho falado sobre isto e tudo vem da base, das camadas jovens. Mas também da cultura desportiva, da história… Se reparar, em qualquer campeonato nacional jovem encontra apenas uma equipa do distrito, duas no máximo, por escalão. Tudo isto faz com que depois, quando se chega aos seniores, haja falta de jogadores com competição, com outro andamento, para fazerem evoluir essas equipas de seniores. E mesmo nos seniores o que é que vemos de equipas do distrito nos nacionais? Está o Moura há bastante tempo e depois é sobe-e-desce… Porquê? Organização talvez, mas sobretudo por estarmos numa zona onde há falta de jogadores.

Voltando ao Renascente, disse ao "SW" no início da época que aceitou este cargo para contribuir para que não acabasse o futebol sénior em São Teotónio. No plano pessoal, este acaba por ser um grande desafio para si?
Sim… No final da época passada tinha definido comigo próprio que não ia treinar este ano, pois tinha outros objectivos a cumprir. Até que, já bastante tarde, houve esta abordagem por parte do presidente e até de alguns jogadores, para eu assumir a equipa técnica e formar um plantel. Ainda pensei um ou dois dias, falei com um grande amigo meu – que é meu adjunto, o Idálio [Loução] – e entendemos que não devíamos deixar acabar o futebol em São Teotónio. Tínhamos que ultrapassar esta fase do clube – o que está a ser conseguido – e 'segurar o barco', para que São Teotónio continue a ter futebol sénior. As pessoas de São Teotónio vão ao futebol, gostam de futebol e precisam de futebol!

Sente que o lugar do Renascente é na 1ª divisão de Beja, até pelo potencial económico e social que existe na freguesia?
Mas claramente, sem tirar nem pôr! Actualmente o Renascente tem condições que não tinha anos atrás. E tem todas as condições para ser um clube forte, bem forte, na 1ª divisão distrital. Um clube para lutar sempre pelos primeiros lugares! Agora estamos numa fase de transição e o clube precisa de se reorganizar. Mas estamos numa freguesia enorme, com cada vez mais empresas sediadas e, no fundo, o clube necessita dessa reorganização para se aproximar dessas empresas, trazer recursos e tornar-se mais forte do que é.

No plano pessoal, quais são as suas ambições como treinador? Onde espera chegar nesta carreira?
[risos] Ora bem, uma boa pergunta que eu não estava à espera! Saí cedo de São Teotónio e joguei em muitos sítios. Desportivo de Beja, Louletano, Silves… Corri uma série de clubes e voltei a São Teotónio na fase final da minha carreira. O presidente propôs-me na altura pegar numa equipa de infantis e achei boa ideia. Foi assim que começou, sem estar à espera. Depois comecei a tomar mais interesse pelo treino e assim se passaram três anos. Gostei disto, acho que tem a ver comigo e que – é o que me dizem – tenho condições para que dê certo. Agora, em termos de ambições, que posso dizer? Fazer o melhor que sei, formar-me, aprender e ver o que vai dar, tendo em conta que estamos numa zona complicada… Se o distrito de Beja já é o que é em termos de expressão nacional, a freguesia de São Teotónio e o concelho de Odemira menos ainda. Mas primeiro vamos trabalhar este ano e depois, no futuro, veremos se continuamos neste ritmo ou não. Mas que eu gostava de, enquanto treinador, ganhar um troféu para este clube, disso não haja a mínima dúvida! E se não for este ano, provavelmente há-de ser noutro.


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Data: 14/12/2018
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