07h00 - sexta, 21/02/2020

Presidente da MS Odemira quer
"mais vozes femininas na política"

Presidente da MS Odemira quer "mais vozes femininas na política"

Ana Sofia Soares foi eleita, no final de Janeiro, como coordenadora da recém-criada Concelhia de Odemira das Mulheres Socialistas (MS) e em entrevista ao "SW" revela as suas prioridades para os próximos dois anos. "Vamo-nos focar em três objectivos claros e realistas: aumento do número de mulheres militantes (que é fundamental para o alargamento da participação e envolvimento de mais vozes na discussão das estruturas partidárias), aumento de mulheres nas listas às próximas eleições Autárquicas e, em terceiro, a afirmação desta estrutura a nível regional e nacional", afiança.

O que é que a motivou no desafio de assumir a liderança da Concelhia de Odemira das Mulheres Socialistas (MS)?
Dada a importância deste momento e estando o PS de Odemira em condições para implementar esta estrutura, não poderíamos deixar de o fazer. Decidi abraçar este projecto por ser um desafio com o qual me identifico e por ser, acima de tudo, uma oportunidade única para trazer e envolver mais vozes femininas na discussão política, por aproximar mais mulheres à política. Comigo está uma equipa de 11 mulheres que estão dispostas a trabalhar neste desafio, convictas e cientes do longo caminho que ainda é necessário trilhar pela igualdade de oportunidades que garanta não apenas uma maior participação, mas igualmente mais representação das mulheres na política local e regional. Acreditamos que com esta estrutura o primeiro passo está dado.

Que prioridades traça para estes dois anos de mandato?
Diria que a criação da Comissão Política Concelhia das Mulheres Socialistas é um passo de grande importância no reforço e afirmação das estruturas das Mulheres Socialistas no território. Deste modo (e por sermos pioneiras na implementação desta estrutura), para além do grande desafio de constituir, implementar e dinamizar as MS em Odemira, vamo-nos focar em três objectivos claros e realistas: aumento do número de mulheres militantes – que é fundamental para o alargamento da participação e envolvimento de mais vozes na discussão das estruturas partidárias –, aumento de mulheres nas listas às próximas eleições Autárquicas e, em terceiro, a afirmação desta estrutura a nível regional e nacional, potenciando a sua participação nos órgãos federativos e nacionais.

Em termos de ações concretas, que iniciativas contam promover?
Estamos neste momento a trabalhar no nosso Plano de Actividades e a aguardar as eleições das Mulheres Socialistas a nível federativo para que possamos ter um plano concreto e que vá de encontro também ao objectivo comum. Posso dizer que a nossa acção procurará dinamizar internamente a militância de forma muito activa, trabalhar em conjunto com a Concelhia do PS de Odemira e, dado que em 2021 teremos as eleições Autárquicas, iniciar o trabalho com esse objectivo.

Olhando já para essas eleições Autárquicas de 2021: espera haver mais mulheres nas listas do PS para a Câmara Municipal, Assembleia Municipal e juntas de freguesia?
O PS de Odemira é hoje um bom exemplo de representatividade feminina, cumprindo rigorosamente na última década as quotas de paridade nas listas às eleições Autárquicas. Nas eleições de 2021 o limiar de paridade sobe para 40% e, como disse anteriormente, o PS de Odemira e as Mulheres Socialistas trabalharão juntos para que este valor seja cumprido e/ou ultrapassado.

Sente que ainda há um longo caminho a percorrer para haver mais mulheres na política ou essa é uma questão que se tem esbatido nos últimos anos?
Cada vez existem mais mulheres na política, este é um facto! E esta maior participação permite que as mulheres olhem para as questões políticas com outros olhos. Sinto que as mulheres querem participar e que, existindo espaços nos quais elas se identifiquem, poderemos capacitar e valorizar a sua participação.


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Data: 27/03/2020
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