07h00 - sexta, 27/03/2020

Tranquilidade nos
lares do concelho
de Odemira

Tranquilidade nos lares do concelho de Odemira

Os idosos são o principal grupo de risco face à pandemia da Covid-19, que nas últimas duas semanas virou o país do "avesso". É neles que os efeitos do vírus são mais graves e é sobre eles que recaem as medidas mais restritivas impostas pelo estado de emergência decretado em Portugal. Ainda assim, e ao contrário de outros pontos mais a norte em Portugal, estes dias têm sido vividos com a tranquilidade e a normalidade possíveis dentro dos lares de Odemira, como contaram os responsáveis por algumas das instituições particulares de solidariedade social (IPSS) do concelho ouvidos pelo "SW".
É o caso da Associação Humanitária D. Ana Pacheco, que tem as valências de lar, centro de dia e apoio domiciliário em Sabóia, no interior do concelho, onde a população é predominantemente idosa. "É verdade que são velhotes, mas tentamos explicar-lhes as coisas e tudo tem corrido tudo mais ou menos", garante a presidente da instituição.
De acordo com Adília Dias, só os utentes do lar continuam internados, sendo que os de centro de dia e apoio domiciliário são apoiados nas suas residências. Por isso mesmo, desde esta quinta-feira, 26, que a associação conta com duas equipas de trabalho, que vão fazer turnos de 15 dias alternadamente. "Outra medida de prevenção é que a equipa que faz o apoio domiciliário deixa de entrar nas nossas instalações", revela a presidente da instituição, deixando um elogio aos seus colaboradores: "Todos têm sido incansáveis e não temos tido problemas. Estão a ser uma equipa!"
O mesmo cenário é descrito pelo presidente da Casa do Povo de São Martinho das Amoreiras, também no interior do concelho, que enfrenta esta crise numa altura em que o lar se encontram em obras. "Durante o dia cerca de 16 utentes transitam nas carrinhas da instituição para as instalações da antiga Casa do Povo. Mas está tudo a correr normalmente, independentemente das precauções que todos devemos ter", revela Manuel Loução.
Este dirigente acrescenta que os utentes do centro de dia "estão em casa" e que no caso do apoio domiciliário as colaboradoras da IPSS vão diariamente "levar refeições e fazer algumas higienes" à casa dos utentes. "Ou seja, no lar de São Martinho das Amoreiras está tudo normal neste momento, tanto a nível de colaboradores como de utentes. Não há problema nenhum", frisa Manuel Loução.
Do interior para o litoral, em Vila Nova de Milfontes reina igualmente a tranquilidade. "Temos tudo organizado e em ordem. Se não nos trouxerem nada de fora para dentro não apanhamos nada", diz o presidente da Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos daquela localidade, que conta com as valências de lar, centro de dia e apoio domiciliário.
Segundo Mário Feliciano, a instituição conta com um plano de contingência para a Covid-19 e tem dois quartos reservados, já higienizados, "de forma a que se houver um caso suspeito seja de imediato isolado num desses quartos".
Tudo isto faz com que os utentes desta IPPS estejam "tranquilos e calmos", afiança Mário Feliciano. "Os utentes compreendem perfeitamente a situação" e "estão confinados ao primeiro andar do lar, onde têm o espaço das varandas, os corredores e toda aquela área para eles", reforça.
Mais apreensivo com toda a situação que se vive no país devido ao surto de Covid-19 está o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Odemira, que além de ter as valências de lar, centro de dia e apoio domiciliário em Odemira e Colos também gere uma unidade de cuidados continuados. "Obviamente que as pessoas estão assustadas, ninguém está 100% seguro e confortável", afirma.
Por isso mesmo, revela Francisco Ganhão ao "SW", o plano de contingência da instituição "vai para a terceira semana que está no terreno". Ainda assim, este responsável reconhece muitas dificuldades, sobretudo porque os recursos humanos (e também materiais) são limitados.
"Se já temos equipas limitadas e é difícil contratar na região e no concelho, como é que fazemos 'equipas-espelho'? Isso é algo que é muito giro dizer na televisão, mas na realidade isso não se verifica… É como os equipamentos de protecção individual (EPI)? Onde é que estão os EPI? Não temos", alerta Francisco Ganhão, que conclui: "Temos de fazer o nosso trabalho, mas dêem-nos condições para o fazer".


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Data: 22/05/2020
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