08h00 - sexta, 08/05/2020

A vida regressou
às lojas de Odemira!

A vida regressou às lojas de Odemira!

Maria Helena Silva está finalmente de volta à rotina do costume, ou seja, à sua loja de calçado e artigos desportivos no centro de Odemira. Depois de sete semanas "fechada em casa" com o marido devido à pandemia da Covid-19 (que obrigou ao encerramento de grande parte do comércio e serviços em todo o país), esta comerciante de 77 anos reabriu os seus espaços na segunda-feira, 4 de Maio, primeiro dia oficial de desconfinamento. Junto a um dos expositores de ténis desportivos, e à falta de clientes, vai observando pela porta aberta o movimento na Rua Souza Prado.
"Estar mês e meio em casa foi muito pior do que estar aqui", confessa ao "SW", mostrando um sorriso tímido por detrás da viseira em acrílico que lhe cobre o rosto. O equipamento de protecção individual é, aliás, uma das mudanças mais visíveis neste regresso à normalidade possível no pós-Covid. "Agora uso viseira e as pessoas não podem entrar sem ser com máscara. E só podem entrar até cinco pessoas, mas isso não é problemas que nunca havia muita gente", conta a proprietária das lojas SilSport, revelando que também tem "meias descartáveis" para quem quiser experimentar sapatos ou ténis.
Apesar da clientela ser, para já, pouca, Maria Helena Silva acredita que o negócio "vai melhorar". "Desde ontem que se nota que há mais movimento", acrescenta, numa constatação que é confirmada pelo "vizinho da frente", o agente de seguros António Ventura. "Vê-se mais movimento [na rua], essencialmente da parte da manhã".
Mediador da companhia Tranquilidade, desde a imposição do estado de emergência em Portugal que António Ventura, 50 anos, tinha adoptado o regime de teletrabalho. "Só quando havia necessidade urgente de contacto com a pessoa é que agendávamos para aqui, seguindo as normas de segurança", explica.
A agência acabou reabrir portas ao público no início da semana, cumprindo com todos os requisitos de higiene sanitária exigidos. "Tem de ser apenas uma pessoa de cada vez [na agência], com passagem pela desinfecção", revela.
Os hábitos de limpeza e higienização dos espaços comerciais vieram mesmo para ficar e são seguidos à risca em todas aquelas lojas onde a vida parece estar a regressar, ainda que aos poucos.
"Aqui reduzimos o espaço da loja, atrás do balcão só ando eu e quando chego mudo logo de sapatos. E depois tenho a máscara e a viseira", conta Maria Teresa Santos, 59 anos, atrás do balcão da Casa Teresinha, que vende roupas a artigos para criança em frente ao terminal rodoviário da vila. Até a forma de fazer compras passa a ser diferente a partir de agora. "Não há provas nem trocas. Quem levar, leva", diz Maria Teresa por detrás da máscara e da viseira.
Seguindo até ao Largo Brito Paes encontramos, bastante atarefada, Esmeralda Francisco. Proprietária de um salão de cabeleireiro, tem a agenda "cheia" com clientes de sempre. "As pessoas têm o cabelo na última", observa com humor esta cabeleireira de 48 anos, que teve necessariamente de fazer algumas alterações na sua forma de trabalhar.
"Tenho esta viseira por estar de óculos, mas normalmente uso a máscara. Mas trabalhar assim é complicado. E cumprir as normas de segurança também! São as toalhas, é desinfectar as cadeiras, é chamar a atenção às pessoas para se desinfectarem… É muito complicado, além de termos outros gastos", diz Esmeralda Francisco. "Mas tem mesmo de ser assim", conclui.


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Data: 22/05/2020
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