18h07 - quinta, 29/09/2016

O que uns escondem e outros ignoram!


Cláudia Silva
Nos últimos anos temos assistido a um crescimento do número de equipamentos sociais para idosos, quer no setor público, quer privado. Nas novas construções, à primeira vista é notória uma preocupação com os acabamentos, com a estética e o conforto. Num olhar mais profundo nota-se um investimento na privacidade e tentativa de promoção da autonomia dos idosos, nomeadamente, através da construção de quartos de menores dimensões, incluindo individuais, e casas de banho adaptadas. Contudo, os conceitos de mobilidade, autonomia, qualidade de vida e felicidade parecem ainda pouco presentes no dia-a-dia de alguns lares.
A partir do momento que o idoso vai para uma instituição porque, de alguma forma, já não lhe é possível permanecer no seu domicílio, seja por uma questão física ou cognitiva, aquele espaço passará a ser a sua casa. Como em todas as casas, existem regras próprias que devem ser respeitadas em prol da convivência em grupo. Contudo, o que se verifica na prática é que os cuidados são centrados na cultura organizacional e nos funcionários, em detrimento das pessoas e dos cuidados individualizados.
Mudemos de perspectiva: como se sentiriam a ser acordados todos os dias às sete da manhã para tomar banho? Ou a permanecer numa sala de convívio, não organizada por tipologias, em frente a uma televisão com um qualquer programa da tarde? Terão os idosos todos as mesmas necessidades, de forma a que sejam projectados espaços de lazer despersonalizados e actividades em massa? Por necessidades não se entende só as necessidades fisiológicas, pois a pessoa quando vai para o lar deveria poder aspirar mais do que apenas a satisfação das necessidades de higiene e alimentação! Refiro-me às necessidades de segurança, sociais, de status-estima e auto-realização!
Ainda temos um longo caminho a percorrer se queremos proporcionar qualidade de vida aos nossos idosos. É urgente que as entidades competentes não ignorem esta realidade e repensem a forma como é projectado o apoio social aos idosos e que envolvam as ordens profissionais no seu planeamento. O POSSÍVEL É O FUTURO DO IMPOSSÍVEL!



COMENTÁRIOS

* O endereço de email não será publicado
00h00 - domingo, 18/02/2018
Três equipas de Odemira
na Taça do Distrito de Beja
Três equipas do concelho de Odemira vão tentar na tarde deste domingo, 18 de Fevereiro, garantir a passagem aos quartos-de-final da Taça da Distrito de Beja de 2017-2018.
00h00 - domingo, 18/02/2018
Acção de limpeza no
cais da Carrasqueira
O cais palafítico da Carrasqueira e porto do Possanco, ambos no concelho de Alcácer do Sal, recebem neste domingo, 18, a acção de limpeza e sensibilização ambiental "Mariscar SEM Lixo".
00h00 - sábado, 17/02/2018
Distrital de Clubes de
atletismo em Odemira
A pista de atletismo do Complexo Desportivo Dr.
00h00 - sábado, 17/02/2018
"Arregaçar as mangas"
em V. N. Santo André
A Junta de Freguesia de Vila Nova de Santo André (Santiago do Cacém) promove neste sábado, 17 de Fevereiro, a segunda acção da iniciativa "Arregaçar as mangas por Santo André".
00h00 - sábado, 17/02/2018
Festival das Sopas
em Santiago do Cacém
O Pavilhão de Feiras e Exposições de Santiago do Cacém recebe no final da tarde deste sábado, 17, a sexta edição do "Festival das Sopas", iniciativa de cariz solidário onde será possível provar 40 variedades de sopa.

Data: 16/02/2018
Edição n.º:
Contactos - Publicidade - Estatuto Editorial