11h09 - quinta, 06/04/2017

Um projecto incompreensível


Carlos Pinto
De acordo com o presidente-executivo da GALP, Carlos Gomes da Silva, o consórcio da petrolífera portuguesa com a italiana Eni está pronto para avançar com o furo de prospecção de petróleo no Alentejo Litoral, aguardando apenas autorização por parte das entidades competentes. O que pode acontecer já nas próximas semanas, sendo que a execução do furo deverá demorar entre 45 a 60 dias e apenas pode decorrer até Junho, devido às condições do mar. E se tal suceder e os resultados positivos, teremos "ouro negro" na mais bela costa de Portugal. O que está muito longe de ser uma boa notícia.
É certo que o país precisa de diminuir as suas importações e, nesse capítulo, os combustíveis são o produto que tem mais peso na nossa (quase sempre) deficitária balança comercial. Mas tal como aqui escrevemos há semanas, tal não pode ser feito à custa de duas das maiores riquezas naturais que Portugal: o mar e a paisagem natural da costa do Alentejo Litoral.
É precisamente por isto que este projecto da GALP e da Eni é cada vez mais incompreensível – porque vai prejudicar actividades essenciais às populações locais como a agricultura, a pesca ou o turismo. E também por isso é incompreensível que as autoridades competentes, seja ao nível do Governo seja no plano dos organismos públicos com responsabilidades nos sectores do ambiente e da energia, não tenham ainda agido e travado quanto antes o avanço do furo.
Bem melhor têm estado os municípios, tanto a despertar consciências como a dinamizar acções concretas contra o projecto, caso da providência cautelar interposta pela Câmara de Odemira. A eles poderemos agradecer um eventual volte-face no projecto. E se tal suceder, essa não será uma vitória de apenas alguns: será o triunfo de todos os que olham para o Alentejo Litoral como a melhor terra do mundo para viver e investir.



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