10h49 - quinta, 29/06/2017

Novas respostas para desafios actuais


Cláudia Silva
Hoje realiza-se mais um evento da AAGI, o II Congresso Nacional da Grande Idade, onde a associação terá a honra de contar com a presença de inúmeras figuras ilustres com responsabilidade nacional no envelhecimento, nos diversos níveis de decisão e áreas de intervenção.
Serão abordados temas que visam a melhor compreensão deste fenómeno – o envelhecimento – que continua a não ser suficientemente valorizado. A AAGI traz à discussão pública o envelhecimento, dando-lhe a divulgação que merece, contribuindo assim para alertar que todos envelhecemos e que necessitamos de soluções por parte da sociedade que ajudamos a construir.
"Queremos viver mais, mas com maior qualidade e não numa cama de hospital ou confinados a respostas sociais com pouca dignidade e destituídas de princípios fundamentais que respeitem a nossa liberdade e os nossos direitos". Sabemos que as actuais respostas sociais são insuficientes para responder às necessidades e exigências dos cidadãos, tornando-se urgente procurar outras que se coadunem com uma das maiores conquistas da humanidade: vivermos mais tempo! É necessário continuar a reflectir, a discutir, trazer para esta área as pessoas com conhecimento, mas também as pessoas com autoridade política e os líderes de opinião.
Assim, neste congresso o envelhecimento será debatido sobre diferentes perspectivas, entre as quais a Educação, Ciência, Investigação e Política. As principais vozes da sociedade portuguesa, reconhecidas na área do envelhecimento, dos cuidados e serviços para pessoas idosas, bem como da decisão politica sobre a resposta social e a sociedade, darão voz a este debate. É essencial que se perceba que é necessário um maior investimento da tutela na preparação e acompanhamento do envelhecimento, através, nomeadamente, da criação de políticas públicas de saúde que acrescentem anos à vida.
Esta é uma medida que exige uma acção coordenada em todo o ciclo de vida, e não só após os 65 anos. A título de exemplo, poderão ser desenvolvidas intervenções estruturadas junto: das crianças para alterar o estigma ainda associado à pessoa na grande idade; dos adultos, proporcionando melhores condições de trabalho e facilidades/incentivos para a prática de actividade física; e na grande idade, proporcionando um apoio social mais digno, com respostas sociais flexíveis, individualizadas e inovadoras, que promovam a funcionalidade, a autonomia, as relações interpessoais, a felicidade e a espiritualidade.
Há-que assumir que o investimento em medidas preventivas, pode representar um maior investimento público inicial, mas que as mais-valias e valor que acrescentam à saúde da população se traduzem em ganhos em saúde e redução da despesa a posteriori.
Esta não tem sido uma luta assumida pelos decisores políticos, facto que é corroborado pelos dados internacionais, pois enquanto que se observou um aumento gradual nos gastos médios per capita em saúde nos países da OCDE, entre 2010 a 2013 (+ 0,8%), os gastos em Portugal foram severamente reduzidos no mesmo período (-3,6%). Enquanto Portugal gastou o equivalente a 2.216 euros, por pessoa, em saúde em 2013 os países da OCDE gastam 3.083 euros.
Espera-se que as principais conclusões retiradas deste congresso possam influenciar o desenvolvimento de medidas que venham a alterar a tendência destes valores, designadamente, na construção de políticas públicas que promovam respostas aos desafios impostos pela longevidade, relembrando que para tal é fundamental uma maior atenção das entidades e personalidades mais relevantes da sociedade, mas também de todos os amigos da associação, interessados em exercer a sua cidadania.



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Data: 15/03/2019
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