11h44 - quinta, 19/10/2017

Desafios e dúvidas


Carlos Pinto
Esta semana fecha-se o ciclo das Autárquicas 2017, que arrancou há muitos meses atrás com a escolha de candidatos, a elaboração de listas e a apresentação de programas eleitorais e que termina agora com a tomada de posse dos autarcas democraticamente eleitos pelas suas populações. Feita a festa pelos vencedores e analisados os resultados por todos, agora a hora é de trabalhar. E até 2021 são enormes os desafios que surgem no horizonte dos novos eleitos – seja em cada uma das freguesias ou concelhos, seja inclusive no plano regional –, no sentido de ir ao encontro dos anseios de cada um de nós.
É por isso que na linha da frente deve estar, parece-nos, o desenvolvimento económico e a coesão social. Mas a integração daqueles que chegam até nós vindos de outras latitudes e a dinamização dos territórios do interior devem ser igualmente prioridades essenciais na construção do futuro colectivo que todos ambicionamos.
O desafio é imenso e não é tarefa exclusiva de um homem só ou apenas dos que foram eleitos. Esta é uma empreitada em que todos podemos colaborar. E se assim for, certamente que dentro de quatro anos teremos uma região com um alto nível de sustentabilidade e melhor preparada para tirar partido de todas aquelas que são as suas potencialidades.

Ai a saúde…
A Saúde continua a ser um "calcanhar de Aquiles" no Alentejo Litoral. Aos problemas antigos relacionados com a falta de médicos e outros profissionais ou com a inadequação de muitos espaços médicos, surgem agora sérias dúvidas sobre a sustentabilidade da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA) e a manutenção de valências médicas no Hospital do Litoral Alentejano. Um quadro dramático que já levou os autarcas a solicitarem à tutela uma reunião com carácter de urgência e motivou uma manifestação de utentes [ver notícia na página 3 – ao lado].
Ora neste caso não há espaço algum para "meias palavras": exige-se, sim, uma resposta imediata, cabal e concreta sobre todas estas questões às entidades competentes a nível regional e ao Ministério da Saúde. Porque nesta, como noutras situações, o Alentejo Litoral não pode continuar a ficar para trás.



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Data: 17/11/2017
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