11h45 - quinta, 04/01/2018

Já agora 2018: que seja uma alegria e tal!


Hélder Guerreiro
Como não sou a Maia esperei que chegássemos a 2018 porque isto do fim do mundo ser num ano em que toda a gente está à espera (tipo em 2000) nunca me convenceu. Sempre imaginei uma coisa assim pela calada tipo quando ninguém desconfia e tal e já não há mundo. Mas, sendo assim vai haver 2018 (que isto de acabar o mundo a meio do ano também não me convence porque é preciso fazer o balanço no final) e havendo ano novo tinha aqui umas previsões (brincando com coisas sérias) que queria deixar escritas. São seis! Tipo metade das badaladas e das passas porque essas são desejos...

1. A primeira é a mais óbvia: o Sporting vai ser campeão e vai ganhar a Taça de Portugal. Perde a final da Supertaça para a Oliveirense (tradição sportinguista) e a final da Liga Europa para outra equipa qualquer (tradição do Jorge Jesus);

2. S segunda é uma coisa mais do que necessária porque isto já não se aguenta sem a criação de uma rede social chamada www.marcelo_i'm_self(ie).pt. Será um espaço onde poderemos (ele também) ir colocando as selfies com o Presidente (numa espécie de demanda nacional por "um português uma selfie"), votar em cenas que o Presidente vete ou não, sugerir visitas ao presidente aqui e ali e, mais importante, ter uma aplicação que permita "seguir o Marcelo" como aquela cena que segue o trajecto do Pai Natal durante a noite de 24...

3. A terceira é sobre Donald Trump e é uma coisa arriscada. A investigação sobre o envolvimento da Russia nas eleições americanas termina de forma contundente e Donald Trump diz que isso foi deliberado porque ele também manipulou as eleições na Russia (que elegem de forma inesperada Putin em Março de 2018) e que por isso ele, Donald Trump, agora domina a Rússia e os Estados Unidos. Perante isto o povo americano acredita e é decretado, finalmente, "America Great Again";

4. A quarta é sobre a Europa e é menos arriscada. Merkel não consegue coligação com o SPD e a legislatura na Alemanha segue com governo minoritário mas muito condicionada o que permite ir consolidando uma liderança da Comissão Europeia sobre os destinos da Europa. Isto é uma grande novidade mesmo e representa muita coisa no futuro da Europa, designadamente: uma maior integração; mais politicas comuns; e a possibilidade de se concretizar o livro branco... Os Europeus percebem que assim, juntos, é melhor e a "federação de estados" começa a fazer caminho;

5. A quinta é sobre Portugal e é mais do que óbvia. O país, apesar de não se conseguir definir bem o que quererá dizer reinventar (também acho que a ideia de todos é não se definir mesmo que é para todos dizerem que o fizeram e o seu contrário), tem um ano absolutamente tranquilo continuando a consolidar o crescimento económico e a diminuição do desemprego. Melhor do que isso é começar um debate de preparação da próxima década, alinhando as propostas e as acções para um conjunto de transformações que ainda importa fazer no sentido de um Portugal melhor;

6. A sexta é sobre a oposição e é muito arriscada mesmo: no PSD o Pedro Santana Lopes ganha as eleições e dá inicio a um novo ciclo de oposição onde promete um Portugal mais descontraído (se é que me entendem); no CDS Assunção Cristas perde um pouco de fôlego no final do ano face à época de Natal e a um Pedro Santana Lopes que marca a agenda da oposição. O BE, PCP, PEV e PAN (que não são oposição) participam na construção de um orçamento para 2019 que será certamente aprovado e com uns "pozinhos" a pensar nas eleições para o Parlamento Europeu (sei bem o que estavam a pensar mas se o Presidente lê isto...).

E é isto (não é grande coisa mas eu também sou estreante nisto das previsões, já o Marques Mendes...)

Nota final para reafirmar a segunda previsão. A minha filha de 10 anos estava a ver as notícias onde uma criança estava a falar sobre a proibição de fumar em parques infantis e eis que a reportagem é interrompida para irem em directo para a chegada do Marcelo a casa e diz ela: "Ai isto é uma falta de respeito, estava uma criança a falar e interrompem porque o Marcelo fez qualquer coisa... Isto assim é impossível! Tens que ir a correr chamar a mãe porque o Marcelo está na televisão..."

Outro pensamento para 2018 considerando que este é o titulo da notícia do jornal "Expresso" (e algum do seu conteúdo) para percebermos o tipo de jornalismo de topo (o jornal "Expresso" é de topo e isento, certo??) que vamos ter em 2018 (para a análise do título importa ter presente que Novembro foi o terceiro mês consecutivo de diminuição da dívida pública, num valor agregado de 7,4 mil milhões de euros). Então vejamos o título genial do "Expresso":

"Dívida pública aumentou em novembro para €242,8 mil milhões.
O valor de aumento da dívida pública em novembro, em termos homólogos, é de 975 milhões de euros. Já em relação a outubro, a dívida pública diminuiu 2,4 mil milhões de euros em novembro, o que o banco central justificou com "o reembolso antecipado de empréstimos do Fundo Monetário Internacional", no valor de 2,8 mil milhões de euros..."



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