12h52 - quarta, 28/03/2018

Porque o Interior (também) merece


Carlos Pinto
Os últimos meses colocaram o Interior (e todos os seus problemas) em definitivo na agenda política, da esquerda à direita. Houve tragédias que despertaram o país para um problema há muito denunciado e hoje é totalmente consensual – salvo a opinião de alguns "iluminados" – que combater a desertificação e o despovoamento dos territórios mais distantes do litoral tem de ser uma prioridade de todos. Uma luta antiga, quase sempre inglória, mas que tem agora de ter um desfecho diferente. Porque no país que todos desejamos não pode haver cidadãos com tudo e outros sem acesso a nada. É inadmissível haver portugueses "de primeira" e portugueses "de segunda".
Nesta edição do "SW" apresentamos alguns dos casos concretos que sustentam a necessidade desta "luta" em prol do Interior continuar a ser travada. Desde logo a questão da Justiça e das dificuldades que os cidadãos têm em aceder aos seus serviços. É o que sucede em Odemira, como lamenta a presidente da delegação local da Ordem dos Advogados. Também em Odemira a Assembleia Municipal aprovou duas moções que exigem melhores cuidados de saúde e a criação de um Centro de Inspecções Técnicas de Veículos no concelho. Estes são dois exemplos em Odemira, mas encontram paralelismo em Sines, Santiago do Cacém, Grândola e Alcácer do Sal.
Na prática, o Alentejo Litoral só o é de nome. Quanto ao resto, padece de todos os problemas que afectam os territórios do Interior de Norte a Sul. Isto numa região que congrega em si um potencial económico tremendo. Mas poderemos nós crescer no turismo sem ter cuidados de Saúde em quantidade e qualidade? Ter uma agricultura rentável e sustentável sentindo-se necessidades na Educação e na Justiça? Ou desejar que o Porto de Sines continue a crescer sem ter acessibilidades à altura? Parece-nos bem que não…
Não se pede aqui que sejam criados novos serviços do Estado em cada esquina, mas é necessário fazer uma análise lúcida do que faz falta. Um trabalho que deve ser feito em conjunto entre o Governo e as autarquias e que dê azo a soluções concretas e justas, sem estarem baseadas em mapas de Excel ou quadros em Powerpoint.
O Interior também merece atenção. Não por caridade ou solidariedade, mas por ter esse direito e por estar nele o futuro do país.



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Data: 19/10/2018
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