15h37 - quinta, 04/10/2018

O caminho das acessibilidades


Carlos Pinto
Na passada semana debateu-se, em Sines, a importância estratégica da ferrovia do Alentejo para o sistema portuário nacional, para o Alqueva e para o aeroporto de Beja. Uma iniciativa do recém-criado movimento Plataforma Alentejo onde também foram discutidos os investimentos considerados prioritários para a região que devem ser integrados no PNPOT e no novo Plano Nacional de Investimentos 2030.
Da conversa, e tal como o "SW" lhe dá conta na página 6 desta edição, destacaram-se dois pontos: por um lado, algumas empresas ligadas ao Porto de Sines esperam que o Governo avance "mais depressa" com as intervenções na ferrovia para tornar esta infra-esytrutura num verdadeiro "porto ibérico" e mais competitivo; por outro lado, voltou a defender-se a modernização da Linha do Alentejo para "absorver" comboios que sejam necessários de e para Sines e, paralelamente, para resolver o problema dos Intercidades do Algarve.
Tal como este debate comprovou, as necessidades (e potencialidades) da ferrovia na região estão bem identificadas. Assim como o estão os trabalhos e as obras necessárias na rede rodoviária nacional em todo o Alentejo Litoral, com o concelho de Odemira à cabeça. Por isso, mais que debater e discutir, está na hora de decidir para se poder fazer.
A região precisa com urgência de um plano para a área das acessibilidades. Um plano com cabeça, tronco e membros, que responda às prioridades há muito elencadas e que tem de estar presente nas negociações nacionais para o próximo quadro comunitário de apoio. Um plano que agilize procedimentos e potencie todas as oportunidades de futuro que se vislumbram no horizonte, da agricultura ao turismo. O Alentejo Litoral merece.



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Data: 19/10/2018
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