12h07 - quinta, 14/03/2019

Desporto não é violência


Carlos Pinto
O último fim-de-semana colocou a aldeia de Sabóia nas páginas de alguns jornais nacionais (sobretudo os desportivos)… pelas piores razões! Tudo porque um atleta da equipa da casa, não concordando com uma decisão do árbitro, e após ter sido expulso, tratou de agredir o juiz, colocando termo à partida que ia ainda na primeira parte. O árbitro teve mesmo de ser assistido no Centro de Saúde da sua área de residência (Castro Verde) e o jogador acabou por ser presente ao juiz no Tribunal de Odemira.
De Norte a Sul do país, casos como o ocorrido em Sabóia vão-se sucedendo semana após semana. E não se pense que apenas acontecem nos campos do distrital, onde a segurança deixa muito a desejar para espectadores, atletas, dirigentes ou árbitros. Até nos principais estádios do país vamos assistindo, jornada após jornada, a episódios dignos da "Idade da Pedra", onde a falta de cultura desportiva esmaga qualquer assomo de desportivismo (para não falarmos dos casos de violência à base de pedradas, petardos e outras "ferramentas" que acontecem nas suas imediações).
Desporto não é, nem pode ser, sinónimo de violência. Daí que muita coisa tenha de mudar, seja na justiça desportiva seja na justiça civil, para terminar com este tipo de situações. Veja-se o exemplo inglês, onde o adepto que há dias agrediu um jogador adversário durante os festejos de um golo foi julgado (e devidamente condenado) no dia seguinte. Exemplar!
As mudanças não devem, contudo, ficar apenas por este plano. Todos nós – pelo menos aqueles que gostam de desporto – temos igualmente de alterar comportamentos. Mais que não seja aquela larga franja de adeptos que, quando vai ao estádio ou ao pavilhão, vocifera contra tudo e contra todos ou vilipendia quem vem de fora mas também o vizinho, deixando uma péssima imagem de si e um ainda pior exemplo para os mais novos que se encontram no local. É tempo de dizer basta!



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Data: 20/09/2019
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