15h24 - quinta, 28/03/2019

A hipertensão arterial e… o yoga!


Cláudia Silva
A pressão arterial (PA) consiste na força exercida pelo sangue no interior das artérias no corpo. Quando avaliamos a PA obtemos dois valores, um que corresponde à pressão arterial sistólica ou "máxima" e a pressão arterial diastólica ou "mínima". O primeiro valor obtém-se no momento em que o coração contrai, enviando o sangue para todo o corpo, e o segundo quando o coração relaxa para se voltar a encher de sangue. Caso a pressão se encontre elevada de forma persistente diz-se que estamos perante uma Hipertensão Arterial (HTA), sendo este o fator de risco que mais contribui para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, que atingem 35/ 40% da população da Europa, onde se inclui Portugal.
Segundo a Sociedade Portuguesa de Hipertensão, considera-se que uma pessoa é hipertensa se apresentar, em pelo menos duas ocasiões diferentes, um dos valores de PA (sistólica ou diastólica) ou ambos, iguais ou superiores a 140/90mmHg, avaliados por um profissional treinado e utilizando um aparelho calibrado e validado.
Diz-se que uma pessoa tem valores de PA normais quando apresenta ambos os valores abaixo de 130/85mmHg. Para valores entre 130-139mmHg de PA sistólica e/ou 85-89mmHg de PA diastólica diz-se que os valores são normais-altos e, portanto, essa pessoa apresenta um maior risco de vir a ter HTA.
Apesar da HTA poder conduzir a lesões irreversíveis nos vasos sanguíneos e alguns órgãos vitais (cérebro, coração e rins), esta é muitas vezes subestimada pelo seu caráter silencioso e assintomático.
Para controlar a HTA a pessoa é aconselhada, desde logo, a incluir na sua rotina diária um conjunto de atividades, entre os quais a prática de exercício físico regular. Esta é uma medida por vezes percecionada como inacessível ou inadequada por pessoas com algumas limitações físicas, pelo que o Yoga surge como uma alternativa útil, de baixo impacto e intensidade moderada.
A palavra "yoga" provém do Sânscrito e significa "unir" o corpo, a mente e o espírito, sendo uma prática holística que alinha o corpo e a mente. O Yoga combina as posturas físicas (asana) com técnicas de respiração (pranayama) e meditação (dhyana); prepara o corpo para o desenvolvimento mental e espiritual, através da concentração, meditação e super-consciência, de forma a atingir a libertação de tensões, stress e doenças.
O benefício do Yoga tem despertado a atenção da comunidade científica, sendo um deles precisamente o controlo da HTA. A evidência científica atesta que a prática regular das posturas físicas de yoga (três vezes por semana) pode reduzir 11 a 6 mmHg, sendo o impacto igual ou ainda superior aos obtidos pela realização de exercício aeróbico convencional.
Sabe-se ainda que os benefícios aumentam se associadas as técnicas de respiração (redução até 8mmHg na PA sistólica ou "máxima") e de meditação (redução até 4 mmHg na PA diastólica ou "mínima").
A prática de Yoga de forma regular constitui uma opção terapêutica de relevo no tratamento da HTA, podendo contribuir para reduzir até 50% o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares!

A autora utiliza o
Novo Acordo Ortográfico



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