14h56 - quinta, 20/06/2019

A saúde mental e o ambiente de trabalho


Cláudia Silva
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a saúde mental é um "estado de bem-estar no qual o indivíduo realiza as suas capacidades, pode fazer face ao stress normal da vida, trabalhar de forma produtiva e frutífera e contribuir para a comunidade em que se insere".
Portanto, para que as organizações possam expectar um elevado desempenho profissional dos trabalhadores, esta é uma questão que não pode ser negligenciada. O absentismo por incapacidade prolongada relacionada com o stress no trabalho, tem tido uma expressão crescente nos últimos anos na Europa, estimando-se que a depressão venha a tornar-se a principal causa de ausência por doença. Para além do absentismo, uma saúde mental não cuidada dos trabalhadores tem outros efeitos negativos nas organizações, como seja o baixo nível de desempenho, produtividade, satisfação profissional e elevada rotatividade.
O trabalho pode ser fonte de satisfação e estatuto pela natureza do trabalho, que, por si só, podem ser fatores potenciadores do desempenho profissional. Contudo, um ambiente de trabalho menos saudável pode apresentar riscos psicossociais, fonte de ansiedade, stress e depressão. O stress no trabalho ocorre quando as exigências são excessivas, superando a sua capacidade de lhes fazer face, sendo que de forma prolongada pode estar na origem de doenças cardiovasculares ou lesões músculo-esqueléticas.
Ambientes de trabalho caracterizados por falta de clareza nos processos e exigências contraditórias, cargas de trabalho excessivas, falta de participação na tomada de decisões que afetam o trabalhador e má gestão nas mudanças organizacionais, constituem alguns exemplos de práticas de gestão que podem prejudicar a saúde mental dos trabalhadores.
Pela Europa surgem alguns exemplos de políticas organizacionais que atestam a mais-valia de práticas de gestão promotoras do ambiente de trabalho, com benefícios nos resultados da organização.
Medidas como, por exemplo, a realização de "círculos de saúde" com o objetivo de identificar problemas e encontrar soluções com base opinião dos trabalhadores, aplicação de questionários anónimos aos trabalhadores para descobrir o que os preocupa no trabalho, disponibilização de formação destinada aos gestores sobre como reconhecer os sintomas de stress nos trabalhadores e soluções para o reduzir ou avaliação das medidas e programas implementados com base nas reações dos trabalhadores.
Os gestores têm um papel preponderante, não só na promoção e deteção precoce de alterações na saúde mental dos trabalhadores, mas também na definição de estratégias para melhorar o ambiente de trabalho, sendo a comunicação eficaz e a transparência a matriz determinante para o sucesso das mesmas.
O suporte estrutural e a atenção individual concorrem para uma gestão que se quer de baixo para cima, em que as opiniões dos trabalhadores são tidas em conta enquanto elementos ativos no processo decisório.

O Autor utiliza
o novo acordo ortográfico



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Data: 20/09/2019
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