12h41 - quinta, 14/11/2019

Um crime que a todos diz respeito


Carlos Pinto
Indo directos ao assunto: a violência doméstica é um crime abjecto, miserável e deplorável. Ainda mais quando envolve crianças e jovens incapazes de se defenderem. Infelizmente, este é um crime ainda presente em muitos quadrantes da nossa sociedade, apesar da evolução dos tempos e da sociedade e da promoção de diversas campanhas de prevenção e sensibilização para o assunto.
Veja-se, a título de exemplo, os números apresentados nesta edição do "SW"[ver notícia na página 5] relativos à actividade da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Odemira: em 2019 já foram abertos 189 processos, mais que os 169 registados em 2018 e até mesmo mais que os 179 processos de 2017. E segundo a presidente da CPCJ de Odemira, Piedade Barradas, é possível que o volume processual deste órgão "possa atingir, pelo menos, 200 processos trabalhados até ao final deste ano", sendo na sua grande maioria relativos a casos de violência doméstica.
Estes números são cristalinos e reflectem aquela que continua a ser uma realidade, muitas vezes camuflada por uma "capa" de aparente felicidade e harmonia familiar: a violência doméstica existe e está ainda enraizada de forma bastante profunda na sociedade portuguesa. E muitas das vezes só despertamos para estes casos quando os mesmos atingem proporções mais dramáticas – como as mortes ou as tentativas de homicídio –, apesar de tudo de se passar na casa ao lado ou ao fundo da nossa rua.
As razões para explicar esta realidade são várias e tanto assentam em questões económico-sociais, como em aspectos ligados à tradição histórica de que entre marido e mulher "não se mete a colher" (que é preciso ultrapassar de vez). Como? Com educação, prevenção e criminalização. Porque este é um crime que a todos diz respeito e que temos, impreterivelmente, de erradicar da nossa sociedade.

2. O Grupo de Dança "Viz-a-Viz" celebra neste sábado, 16, o seu 17º aniversário. São quase duas décadas de trabalho em prol das artes e da educação num território como o Alentejo Litoral, num esforço que deve ser por todos sublinhado e aplaudido. Ainda para mais, quando este grupo é um bom exemplo de como os cidadãos migrantes – caso de Volodymyr e Oksana – se podem integrar na perfeição nas nossas comunidades.



COMENTÁRIOS

* O endereço de email não será publicado

07h00 - quarta, 11/12/2019
Câmara de Odemira lança
roteiro "Mira a Terra"
A Câmara de Odemira vai lançar junto da comunidade escolar do concelho o roteiro "Mira a Terra", que vai permitir uma oferta organizada de actividades lúdico-didácticas para aprendizagem das áreas científicas fora sala de aula.
07h00 - quarta, 11/12/2019
Santo André recordou
padre Manuel Malvar
O padre Manuel Malvar, já falecido, foi homenageado no passado domingo, 8, em Santo André, com a atribuição do seu nome ao Largo da Aldeia, numa cerimónia promovida pela Câmara de Santiago do Cacém.
07h00 - quarta, 11/12/2019
CM Sines requalifica
Rua Marquês de Pombal
A Câmara de Sines já tem a decorrer as obras da primeira fase de requalificação da Rua Marquês de Pombal, um dos principais eixos de circulação da cidade, num investimento avaliado em cerca de 1,2 milhões de euros.
07h00 - terça, 10/12/2019
Direitos humanos
debatidos em Alcácer
O Auditório Municipal de Alcácer do Sal recebe nesta terça-feira, 10, a partir das nove da manhã, a segunda edição do Encontro "Cidadania e Direitos Humanos", promovido no âmbito do Plano Intermunicipal para a Igualdade 2017-2020.
07h00 - terça, 10/12/2019
Workshops de artesanato
na vila de Odemira
A CACO-Associação de Artesãos do Concelho de Odemira dinamiza a partir desta terça-feira, 10, quatro workshops de artesanato no novo espaço do Centro em Rede de Inovação do Artesanato Regional (CACO), em Odemira.

Data: 29/11/2019
Edição n.º:

Contactos - Publicidade - Estatuto Editorial