12h41 - quinta, 09/04/2020

Estado de Emergência


Carlos Pinto
Desde o dia 20 de Março que Portugal está em estado de emergência. Um momento (quase) inédito num tempo de único como é este, em que a pandemia da Covid-19 transfigurou por completo as nossas vidas. Serão poucos os que, nascidos neste cantinho da Europa, terão passado situação semelhante. Privação de circulação, comércio e empresas fechadas, futuro altamente incerto… Não se trata de uma guerra bélica, mas o momento é indiscutivelmente de combate: pela saúde pública e pela forma como todos nos relacionamos enquanto cidadãos e membros (desejavelmente activos) de uma comunidade.
Mas este é, também, um estado de emergência para a economia. Porque qualquer guerra tem um efeito imensamente nefasto naquilo que é a criação de valor e de riqueza de cada país e o combate à Covid-19 não é excepção, bem pelo contrário. Ultrapassada a pandemia – que acontecerá seguramente – teremos todos que nos confrontar com uma economia arrasada, com as empresas e famílias depauperadas (senão mesmo falidas no primeiro caso) e com enorme uma imensa falta de liquidez para os compromissos mais imediatos.
Urge, pois, que sejam já tomadas as indispensáveis providências que aplaquem o impacto que se prevê. Nesse plano, é de aplaudir o rol de medidas que todas as autarquias – nomeadamente as do Alentejo Litoral – têm vindo a adoptar para minimizar os efeitos da anunciada crise. Também o Governo se tem desdobrado (umas vezes da forma correcta, noutras ficando aquém do necessário) em lançar novos instrumentos de apoio, sobretudo fiscais mas também financeiros, às famílias e empresas.
Mas "apenas" isto não chega. É preciso mais. É preciso mais por parte da banca, mas também da União Europeia (UE), que terá inevitavelmente de assumir um papel preponderante na construção de uma nova Europa pós-Covid-19. Nunca como agora os princípios que nortearam a fundação da UE, assentes na solidariedade entre povos, fizeram tanto sentido como hoje. Neste estado de emergência precisamos urgentemente de mais União Europeia. Ou esta deixará de fazer sentido tal como hoje existe…



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Data: 31/07/2020
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