11h59 - quinta, 07/05/2020

Uma nova oportunidade


Carlos Pinto
Há anos que grande parte do comércio tradicional/ local enfrenta dificuldades, seja em Lisboa e no Porto, seja em Macedo de Cavaleiros ou em Odemira. Primeiro foram as grandes superfícies a levar parte dos clientes, atraídos pela farta iluminação e pela possibilidade de conciliar um passeio com a aquisição dos produtos que necessitava. Depois veio a massificação das vendas online, em que através do computador se pode comprar o último grito da moda ou da tecnologia nos EUA ou Japão e esperar, comodamente, pela sua entrega em casa. E enquanto tudo isto acontecia, o movimento nas lojas de bairro ou dos centros das vilas e aldeias começou a definhar, lenta mas inexoravelmente (nem sequer os saldos já ajudavam), salvo as excepções em que os comerciantes se souberam reinventar ou em que a qualidade dos artigos disponíveis superava os "atractivos" da concorrência.
É num quadro de crise generalizada do comércio local/ tradicional que a pandemia da Covid-19 surge como… uma oportunidade! Seguramente que as compras online serão cada vez mais uma opção de todos nós, mas também é certo que demorará bastante tempo até podermos frequentar uma grande superfície comercial com tranquilidade e sem necessidade de tantas restrições à circulação. E este último dado constitui uma excelente ocasião para o comércio das nossas vilas e aldeias ganhar novo fôlego.
Tal sucederá se, por um lado, houver capacidade destas lojas e comerciantes se adaptarem às novas exigências dos clientes, seja nos produtos que são disponibilizados, seja, sobretudo, na forma de atendimento e de relacionamento. E, por outro lado, é preciso igualmente que todos nós, consumidores, tenhamos noção da importância – mais ainda neste momento – de frequentarmos (e privilegiarmos) o comércio local.
Se o fizermos estaremos a ajudar directamente a economia local e, por consequência, a nós próprios. É uma lógica simples de compreender… e de concretizar. E se assim for, esta crise será bem menos profunda do que todos tememos.



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Data: 31/07/2020
Edição n.º:

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