11h54 - quinta, 30/07/2020

Levante-se e ande, pela sua saúde...


Rui Osório Valente
A doença cardiovascular, como enfartes agudos do miocárdio ou acidentes vasculares cerebrais (AVC) continua a ser a maior causa de morte em Portugal e no mundo, estando à frente de doenças como o cancro e correspondendo a quase 50% de todas as causas de morte.
As pessoas com diabetes, colesterol elevado, excesso de peso/ obesidade ou hipertensão arterial apresentam um risco elevado de desenvolver doença cardiovascular. O número de pessoas com pelo menos um destes factores de risco tem vindo a aumentar de forma dramática, em Portugal e no mundo. Actualmente quase um terço dos portugueses são hipertensos ou apresentam excesso de peso e 15% dos doentes são diabéticos.
Estes factores de risco são, muitas vezes, silenciosos, e é importante estarmos atentos e controlarmos o peso, a tensão arterial e o açúcar no sangue regularmente. O acumular de factores de risco vai levar ao desenvolvimento de aterosclerose, ou seja, as nossas artérias 'envelhecem' precocemente, tornando-nos mais susceptíveis de sofrer um enfarte ou um AVC. Uma pessoa com mais de 60 anos, que fume e apresente hipertensão arterial ou colesterol elevado apresenta um risco superior a 10% de ter um enfarte em 10 anos.

Como podemos melhorar a nossa saúde vascular?
A actividade física é um dos elementos que mais contribui para a redução de risco vascular, principalmente nas pessoas que apresentam outras doenças.
A ideia de que para o exercício físico ser eficaz as pessoas têm que treinar como atletas de alta competição deve ser posta de parte, assim como a ideia do 'para fazer só isto, mais vale não fazer nada'. Qualquer exercício é mais eficaz do que nenhum exercício. Actividades tão simples como levantar-se da cadeira de trinta em trinta minutos podem ter um impacto significativa na nossa saúde cardiovascular.
A actividade física deve ser adaptada a cada pessoa, e deve ser iniciada de forma gradual, para que seja bem tolerada e não um instrumento de tortura. Não vale a pena pedir a uma pessoa que nunca fez exercício para ir correr a maratona, mas talvez uma caminhada de 30 minutos três vezes por semana não pareça assim tão complicado.
Está documentado também, que a actividade física regular, reduz eficazmente a pressão arterial e a sensibilidade à insulina (que é o primeiro passo para controlar a diabetes).

Qual é a quantidade de exercício ideal para reduzir o risco?
O mais recomendado pelas sociedades europeias e internacionais que se dedicam ao estudo da doença cardiovascular é a realização de 150 minutos de actividade física moderada por semana. O que pode corresponder a uma caminhada diária, acompanhada ou não de treino de musculação (força) ou outras actividades como natação, ioga ou desportos colectivos.

Qual o tipo de exercício mais eficaz?
Todos os tipos de exercício são eficazes para reduzir o risco cardiovascular, mas o ideal parece ser a conjugação de exercício aeróbico (corrida, caminhada) com exercício de força (musculação).

Não perder peso significa que não estou a ser eficaz?
Não. Está comprovado que mesmo não havendo perda de peso, o exercício reduz a percentagem de massa gorda e aumenta a percentagem de massa magra (músculo), pelo que o peso de pode manter, apesar de nos tornarmos metabolicamente mais saudáveis.

Que outras medidas podem ser tomadas?
O exercício só por si já apresenta uma elevada eficácia na redução de risco, no entanto, a conjugação com uma dieta equilibrada, preferencialmente acompanhada por um nutricionista, traz benefício adicional. Não esquecer que a prevenção é o caminho a seguir, para não correr atrás do prejuízo quando a doença já está instalada. Se formos eficazes na prevenção evitamos ou atrasamos a necessidade de intervenções médicas, sejam elas na forma de comprimidos ou cirurgias.

O que devo reter deste artigo?
O importante é não estar parado à frente da televisão e do computador. O sedentarismo é o que nos faz perder mais anos de vida, existem alternativas simples para tornar a nossa vida menos sedentária, por isso levante-se e ande, pela sua saúde.

O autor utiliza o novo
Acordo Ortográfico



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