12h35 - quinta, 10/12/2020

Empenho recompensado


Carlos Pinto
A igualdade de acesso à educação é um direito consagrado em Portugal (e no mundo), ainda que nem sempre cumprido. Que o digam os jovens oriundos de classes mais desfavorecidas, sobretudo nos grandes centros urbanos, na maior das vezes despojados dos meios essenciais para a sua evolução educativa e lectiva, por mais esforço que concentrem nas aulas e nos seus estudos. Ou que o digam também os alunos do interior, onde nem sempre contam com professores para todas as disciplinas e que, em muitos casos, necessitam mudar de escola (e de localidade) para prosseguir determinada área de formação, sobretudo a partir do 10º ano.
Estes são apenas dois exemplos de como a igualdade no acesso à educação em Portugal (ainda) está longe de ser cumprida. É o que é e são muitas as razões que o justificam. E dificilmente este quadro será substancialmente diferente no futuro próximo, não obstante o investimento público que se faça no sector.
Por isso, mais que socorrerem-se de discursos fatalistas ou aceitarem de braços caídos esta realidade, são muitos os alunos que, no dia-a-dia, tentam contrariar esta aparente inevitabilidade. É o caso dos jovens da Escola Secundária de Odemira, que ano após ano vão dando cartas na área das Ciências Naturais, apresentando projectos inovadores e com muito potencial de desenvolvimento, alguns dos quais merecedores de prémios nacionais (como sucedeu recentemente na XIV Mostra Nacional de Ciência) – ver página 8.
Na base deste trabalho está a professora Paula Canha, que merece todos os créditos e elogios por conseguir motivar os seus alunos nestas áreas. Uma dedicação que tem encontrado eco nos seus jovens estudantes, permitindo a estes a abertura de novos horizontes, independentemente de todas as condicionantes e dificuldades de quem estuda na Secundária de Odemira e não num qualquer liceu "xpto" de Lisboa ou do Porto.
É certo que todo o meio envolvente (social, económico, etc) condiciona o futuro de cada um de nós. Mas o empenho, a dedicação e a perseverança conseguem esbater tudo isso. A prova está nos alunos odemirenses.



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