15h47 - quinta, 17/06/2021

Do respeito na política


Carlos Pinto
A Iniciativa Liberal (IL) promoveu, no passado dia 12 de junho, um arraial em Lisboa, em que o conteúdo político se esvaneceu e acabou por ser claramente ofuscado por verdadeiros "disparates" por parte dos seus promotores.
Isto porque durante o evento foram organizados uma série de jogos, nomeadamente uma prova de tiro ao arco em que o "alvo" era um manequim sem mãos que envergava uma t-shirt de Che Guevara e a cara do ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos. Mas não bastasse, no recinto havia ainda um outro jogo, de setas, em que no alvo figuravam os rostos de outros adversários políticos da IL, nomeadamente António Costa, Catarina Martins ou Jerónimo de Sousa
Ou seja, ao invés de afirmarem de forma clara e contundente as suas ideias e propostas que têm para as suas regiões/cidades e para país, algumas das estruturas locais deste jovem partido acabaram por cair no ridículo com a promoção de "joguinhos" e "diversões" completamente infantis, a roçar o mais primário dos populismos.
Numa altura em que faltam pouco mais de três meses para as próximas eleições Autárquicas, este caso deve servir de exemplo para o que não se deve fazer durante as semanas que antecedem aquele que é, sem dúvida, o escrutínio político mais participado e que mais mexe com as populações em Portugal.
Aos políticos deve presidir a ambição de trabalhar em prol do bem comum e das suas populações, de promover o desenvolvimento sustentado dos seus territórios e de criar condições para que todos tenham os mesmos direitos e deveres. A política deve-se fazer com altruísmo e bom sendo, mas também com lisura e ética e respeito. E todo debate político deve assentar no respeito pelas ideias e ideologia de cada um, nunca em argumentos falaciosos ou despidos de conteúdo.
São precisamente estes princípios que devem ser levados em linha de conta na campanha que se aproxima e onde as redes sociais terão um peso preponderante. Sabemos que nesse "palco", na maior parte das vezes, há "lama" a voar por todos os lados. Mas todos nós, políticos e cidadãos, temos a responsabilidade (e a obrigação) de não cair no engodo fácil da "lavagem de roupa suja" e da ofensa pessoal. A política e o respeito por nós próprios assim o exige!



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Data: 15/10/2021
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