15h31 - quinta, 29/09/2022

Desporto como "arma" para a revolução


Carlos Pinto
Esta semana, antes de um jogo particular contra o Senegal, os jogadores da seleção nacional de futebol do Irão manifestaram-se contra a repressão das mulheres no seu país, especialmente após a morte de Mahsa Amini, uma mulher de 22 anos que morreu num hospital após ser detida pela chamada "polícia moral", por ter quebrado o código de vestuário islâmico.
(Mais) um caso de ortodoxia e radicalismo que levou os jogadores a usarem casacos negros na entrada em campo e no habitual momento da escuta dos hinos nacionais, alegadamente para cobrirem os símbolos do Irão. O atleta Zobeir Niknafs, do Esteghlal, de Teerão, foi ainda mais além e rapou mesmo o cabelo em solidariedade com os protestos e com as mulheres que, elas próprias, estavam a rapar o cabelo.
Naquele momento, o jogo deixou de ser um jogo e esta atitude dos jogadores iranianos está a ser vista como um gesto contra a violência de género… e não só! Trata-se sim de um gesto enorme e muito mais que simbólico, pois estamos a falar do Irão. Um gesto que demonstra como o desporto pode ser também uma "arma" poderosa para a revolução de mentalidades e costumes que ainda é necessária fazer em alguns pontos do mundo.
Tem sido assim ao longo dos tempos e continua a sê-lo. Porque os desportistas, mais que atletas de excelência, são referências sociais capazes de mover "mundos" e mudar o que falta alterar, do racismo à misoginia. Os exemplos ao longo da história são mais que muitos, de Mohammed Ali e Jessie Owens a Magic Jonhson ou Diego Armando Maradona.
A seleção do Irão deu assim o seu contributo para um futuro diferente no seu país. Resta esperar para ver se a revolução está a chegar…



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