07h00 - quarta, 16/05/2018

Maravilha Farms
apoia projectos sociais

Maravilha Farms apoia projectos sociais

A empresa Maravilha Farms, com sede na freguesia de Sâo Teotónio (Odemira), tem a decorrer a terceira edição do prémio que vai distinguir dois projectos sociais, um dos quais no concelho de Odemira.
Uma iniciativa que o director-geral, Luís Pinheiro, justifica ao "SW" com a missão da empresa. "Estamos em Portugal há 11 anos e sempre tivemos programas pontuais de ajuda e protocolos com algumas entidades. E há três anos decidimos formatar este projecto para desafiar as associações, públicas e privadas, a lançar projectos que possam fazer a diferença", revela o gestor.

O "Prémio Maravilha Farms" vai na terceira edição. O que leva a empresa a avançar com uma iniciativa do género?
Faz parte da filosofia do grupo [RAC] e da empresa. A nossa estratégia e missão assenta em três pilares: os trabalhadores, a quem procuramos dar as melhores condições de trabalho e a melhor preparação; os consumidores, que são a nossa razão de existência; e as comunidades onde estamos inseridas, fazendo parte delas e retribuindo um pouco aquilo que delas recebemos. E é esta filosofia que nos levou a lançar este prémio há três anos! Estamos em Portugal há 11 anos e sempre tivemos programas pontuais de ajuda e protocolos com algumas entidades. E há três anos decidimos formatar este projecto para desafiar as associações, públicas e privadas, a lançar projectos que possam fazer a diferença.

É esse o grande objectivo do prémio…
Exactamente! Não limitamos os prémios a nenhuma área específica, por isso podem ser projectos na área da Saúde, da Educação, na área social, na área da integração, apoio aos migrantes, na Cultura, no Desporto… O que procuramos é que as associações possam, com este prémio, ter ideias, ter projectos que façam a diferença nas comunidades e ter meios – neste caso financeiros – para os poder desenvolver.

Sendo esta a terceira edição da iniciativa, que balanço fazem dos dois prémios anteriores?
Ainda há pouco tempo fizemos o acompanhamento das instituições que apoiámos e constatámos que os projectos foram 100% executados e têm estado ao serviço das comunidades. O nosso balanço é bastante positivo, daí esta terceira edição [do prémio]. E iremos, com certeza, continuar a cimentar a nossa intervenção nas comunidades.

Em que medida é importante haver, da parte das empresas, esta lógica de "responsabilidade social"?
Em primeiro lugar é uma visão de longo prazo, que demonstra que as empresas estão para estar integradas nessas comunidades e estão para dar e receber. E internamente, dentro das próprias empresas, é importante este tipo de projectos, porque ajuda muito a desenvolver a consciência social dos nossos próprios quadros na sua relação com a comunidade.

É por esse entendimento que a Maravilha Farms surge associada a projectos como, por exemplo, o CLAIM – Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes, em Odemira?
O apoio à integração de migrantes diz-nos muito, pois somos responsáveis pela chegada de alguns desses migrantes ao território. Portanto, achamos que é nossa responsabilidade estar presentes e ajudar a resolver os problemas que são inerentes à própria chegada desses migrantes.

Em Maio de 2017, perante o primeiro-ministro António Costa, apresentaram o projecto "Ambição 2021", que estimava um investimento de 19 milhões de euros ao longo de cinco anos para duplicar a vossa área produtiva. Qual o ponto de situação?
Dentro do nosso plano para o ano de 2018 contamos implementar uma parte desse programa. Temos um projecto que está a ser avaliado em sede de projecto PIN pelas entidades competentes, que tem que ver com o acolhimento de trabalhadores migrantes, ou seja, alojamentos. Queremos criar melhores condições para podermos receber estas comunidades que vêm trabalhar para Portugal. Estamos à espera que esse projecto venha a ser aprovado, para podermos avançar com a construção desses alojamentos.

Dos 19 milhões de euros previstos, quanto já investiu a empresa no âmbito da sua "Ambição 2021"?
Entre Maio de 2017 e este momento investimos 3,5 milhões de euros. E nos próximos cinco anos contamos fazer o investimento nesse montante que referiu, que, no fundo, será o que nos permitirá duplicar a nossa capacidade produtiva.


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