12h25 - quinta, 20/04/2017

Fazer ou esperar que aconteça?


Carlos Pinto
Há duas formas bem distintas de estarmos na vida, seja no plano pessoal, profissional ou social. Numa delas podemos optar por ser mais passivos, aguardar que as coisas aconteçam por si ou em virtude de acções de outros. Neste caso poucos riscos se correm, mas raramente somos levados mais além do que avistamos no horizonte. E quando surgem contratempos poucas soluções nos restam… Mas também podemos optar por fazer o oposto, ou seja, ser activos, tentar, errar, voltar a tentar e, quem sabe, festejar. Esta segunda forma de estar na vida acarreta desafios bem maiores e obriga-nos a conviver "paredes meias" com o insucesso. Mas possibilita-nos igualmente obter ganhos bem mais significativos e enriquecedores (em todos os sentidos da expressão).
Vem isto a propósito das novas medidas lançadas pela Câmara de Odemira no âmbito do "Odemira Empreende", o seu Programa Municipal de Empreendedorismo e Emprego [ver notícia na página 7]. Por um lado, o Município acaba de lançar a "Via Verde Empresário", que visa facilitar a vida aos empresários através da agilização dos processos burocráticas entrados nos seus serviços. Em simultâneo, a autarquia vai também disponibilizar espaços no seu Ninho de Empresas para projectos de empresas na sua fase "pré-start up" e "start up", no sentido de facilitar a diversificação de actividades económicas no concelho.
Estas duas medidas – a par de muitas outras lançadas nos últimos anos pela Câmara Municipal no âmbito do desenvolvimento económico – revelam bem a atitude que o Município tem adoptado perante os desafios que o concelho tem pela frente. E em vez de ficar espera que as coisas aconteçam por si (como muitas vezes acontece nestes territórios do interior), a autarquia liderada por José Alberto Guerreiro tem, felizmente, sabido ir na direcção que lhe permite construir um concelho mais rico, mais coeso e onde é cada vez melhor viver, trabalhar e investir.

2. Estamos quase a comemorar 43 anos sobre a revolução que mudou Portugal. O 25 de Abril continua a ser um dia único na história nacional e a sua "herança" de liberdade deve ser, cada vez mais, alimentada no dia-a-dia. Até porque só com liberdade poderemos derrubar os extremismos cada vez mais presentes por esse mundo fora nos tempos que correm.



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