16h36 - quinta, 05/07/2018

Qual é o papel do Estado?


Carlos Pinto
Maria de Belém Roseira, antiga ministra da Saúde e candidata a Presidente da República nas últimas eleições presidenciais, esteve nesta semana em Odemira, para a assinatura do protocolo entre a autarquia e a Associação Dignitude que permite que os agregados familiares mais carenciados do concelho beneficiem do programa ABEM – Rede Solidária do Medicamento [ver texto na página 7]. E foi durante a cerimónia realizada na Biblioteca Municipal que disse o seguinte: "Sabemos que o Estado nunca consegue fazer tudo aquilo que é necessário", daí ser preciso que a sociedade civil também dê o seu "contributo" para as causas que devem ser todos.
Com toda a sua experiência de vida e política, Maria de Belém Roseira sabe bem do que fala. E quando diz que o Estado não pode chegar a todo lado tem toda a razão. É impossível haver repartições, delegações ou pólos em todas as vilas e aldeias. Daí haver sectores e áreas onde todos, enquanto comunidade, também temos de ajudar e fazer por nós próprios, não estando apenas à espera que sejam os "eleitos" a decidir e a concretizar.
Mas não é menos verdade que o Estado também não pode (nem deve), à luz desta visão, demitir-se de todas as suas responsabilidades perante os cidadãos. E muitas vezes é isso que constatamos no terreno, sobretudo no Interior, quando vamos noticiando ou comentando o encerramento de agências bancárias, de estações dos CTT e de outros serviços essenciais às pessoas que devem servir.
Posto isto, fica a questão: qual deve ser, afinal, o papel do Estado? Quanto a nós, nem omnipresente… nem ausente! É por isso que, ultrapassados os dias negros trazidos pela "troika", entendemos ser urgente uma reflexão sobre onde pode e deve estar o Estado. Sem dogmatismos ou ideologias inflexíveis. Mas também sem interesses camuflados e sempre com uma visão global do território. Exige-se uma reforma consciente da realidade do país, justa perante os anseios das comunidades e que valorize todos os cidadãos, sejam eles residentes na Avenida da Liberdade, em Lisboa, ou moradores na rua da Feira, no Cavaleiro.



Outros artigos de Carlos Pinto

COMENTÁRIOS

* O endereço de email não será publicado
07h00 - sábado, 22/09/2018
Capitania de Sines
alerta banhistas
Com o calor anunciado para estes dias, a Capitania do Porto de Sines aconselha os eventuais banhistas da região a adoptarem "uma cultura de segurança e prevenção", redobrando os cuidados junto à água.
07h01 - sexta, 21/09/2018
Normalidade no arranque das aulas em Odemira
Normalidade! É com esta expressão que a vereadora Telma Guerreiro descreve o arranque do novo ano lectivo de 2018-2019 no concelho de Odemira, destacando o facto de o número total de alunos, do pré-escolar ao ensino secundário, se manter estabilizado face ao ano anterior e haver aumento de estudantes nos agrupamentos de Odemira e de São Teotónio.
07h00 - sexta, 21/09/2018
Rácio para o pessoal
auxiliar é insuficiente
O novo ano escolar no concelho de Odemira começa com todos os agrupamentos a cumprirem o rácio legal em matéria de pessoal auxiliar, mas este acaba por ser insuficiente para as necessidades do território, reconhece a vereadora Telma Guerreiro.
07h00 - sexta, 21/09/2018
Debate sobre o SNS
em Santiago do Cacém
As Comissões de Utentes do Litoral Alentejano promovem esta sexta-feira, 21 de Setembro, em Santiago do Cacém, um debate, por forma a assinalar os 39 anos da criação do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
07h00 - sexta, 21/09/2018
Craques da orientação
"à prova" em Odemira
Neste fim-de-semana Odemira vai ser a "capital mundial" da orientação em BTT! Tudo porque o concelho recebe, entre sexta-feira e sábado, dias 21 a 23 de Setembro, a ronda final da Taça do Mundo (WMTBO), que juntará cerca de duas centenas de atletas vindos de 15 países de várias latitudes, entre os quais perto de meia centena de portugueses.

Data: 21/09/2018
Edição n.º:
Contactos - Publicidade - Estatuto Editorial