11h12 - quinta, 02/09/2021

Desrespeito pelos cidadãos


Carlos Pinto
No recente incêndio que, em meados de agosto, devastou perto de 1.100 hectares de floresta no interior do concelho de Odemira, veio à tona um problema antigo sentido por todos aqueles que vivem, trabalham ou simplesmente passam pela zona: a inexistência, em muitos locais, de rede de telemóvel.
A situação não é nova e motivou mesmo o protesto do presidente da Câmara Municipal, José Alberto Guerreiro, que na altura reconheceu: "Outro dos grande lamentos que deixo é o facto de, ao fim de tantos anos passados sobre o grande incêndio que tivemos em 2003 e de tantas insistências que temos feito com as operadoras, ainda não tenhamos comunicações em condições" [ver notícia na página ao lado].
Ora sendo o problema antigo, não deixa de ser igualmente demonstrativo do desrespeito que as grandes empresas, detentoras de verdadeiros monopólios, continuam a demonstrar pelos cidadãos, alguns dos quais, imagine-se!, seus clientes.
O que está aqui em causa é também uma questão de segurança, mas sobretudo uma questão de justiça. Porque todo o território e todos os cidadãos devem ser tratados de forma igual, sem proveito de uns em prejuízo dos outros. E essa é uma obrigação que compete a todas as empresas, independentemente de estarem mais ou menos vocacionadas apenas para o lucro. Porque responsabilidade social é algo que deve ser imputado a todos.
É portanto urgente que esta situação seja retificada, tanto no interior do concelho de Odemira como em muitos outros pontos do país, onde sucede exatamente o mesmo (basta fazer uma viagem de carro longe das autoestradas e os exemplos são mais que muitos).
E se as empresas de telecomunicações não tiverem a sensibilidade para corrigir e debelar este problema, existem organismos públicos que têm a responsabilidade de impor esta soluções, ao invés de se limitarem a emitir pareceres inócuos e que de pouco ou nada servem.



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