09h56 - quinta, 11/11/2021

Que amanhã se seguirá?


Carlos Pinto
As últimas semanas têm sido bem "agitadas" em Portugal, com o Parlamento "dissolvido" depois do "chumbo" do Orçamento do Estado para 2022 e eleições Legislativas convocadas para janeiro, com os números da Covid-19 a aumentar e com muitos casos de justiça na ordem do dia, desde os crimes de "colarinho branco" ao inusitado tráfico de ouro e diamantes por parte de militares portugueses.
Talvez por isso muitos de nós não nos tenhamos apercebido do grave problema que vai afetando a agricultura portuguesa, fruto do aumento (nalguns casos "exorbitante") dos custos daquilo que são os fatores de produção essenciais à sua atividade, sejam o gasóleo verde, os adubos ou as rações animais.
O problema é que a situação pode vir a ser ainda mais grave e estes exemplos serem apenas a "ponta do icebergue" de uma realidade muito mais complexa e de difícil resolução, em grande parte causada pela crise energética e espoletada pela pandemia da Covid-19.
Os sinais que o comprovam são mais que muitos: há dificuldades em garantir ao mercado a chegada dos chips necessários para os carros e equipamentos eletrónicos; os preços das matérias-primas para a confeção de vestuário estão a crescer de forma galopante, o que terá reflexos no preço da roupa já na primavera; artigos como o papel ou o pão vão aumentar (pelo menos) 10% já partir de dezembro; a manutenção das atuais rotas comerciais é uma incógnita, dado o valor cobrado pelo aluguer de um contentores ter "disparado" de forma nunca antes vista; e há sinais de um crescimento da inflação muito acima do que era esperado há apenas seis meses em muitas economias de todo o mundo.
Outro sinal preocupante a juntar a tudo isto: o próprio Governo chinês apelou, na passada semana, às famílias para que criem reservas de alimentos e outros bens básicos, face ao clima extremo, à escassez de energia e a medidas de prevenção contra a Covid-19 que possam vir a interromper cadeias de abastecimento. E repare-se que estamos a falar da China, "apenas e só" a principal produtora e exportadora de quase tudo no mundo!
Ou seja, o problema é sério. Muito sério mesmo! Por isso mesmo, exige-se uma profunda reflexão e a adoção de medidas urgentes, concertadas pelas economias das mais diversas as latitudes. Caso contrário, que amanhã se seguirá? A resposta pode não ser a mais agradável…



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