16h12 - quinta, 05/05/2022

Passado um ano em Odemira...


Carlos Pinto
No final do mês de abril de 2021 um "pesadelo" abateu-se sobre o concelho de Odemira. Devido ao elevado número de casos de Covid-19 entre a população migrante, sobretudo trabalhadores na agricultura exportadora da região, as freguesias de São Teotónio e de Longueira/Almograve viram-se forçadas a uma cerca sanitária imposta pelo Governo.
Entre 30 de abril e 12 de maio de 2021, a vida das populações deste território foi completamente "anormal", com entradas e saídas vigiadas pelas autoridades e toda a comunicação social em peso na "fronteira", sedenta por não se sabe bem o quê.
Foram 15 dias repletos de manchetes com a palavra Odemira, diretos sucessivos, horas e horas de entrevistas com todos e mais algum responsável. Como é normal para os lados de Lisboa, parecia que a situação era completamente nova… mas não o era!
Há mais de uma década que a presença de migrantes em Odemira é uma realidade evidente. Chegam, sobretudo, do chamado "Indostão" para trabalhar nas estufas da região e pintam a paisagem local com as cores garridas das suas indumentárias, ao mesmo tempo que caminham pelas bermas da estrada, entre o posto de trabalho e o local onde pernoitam.
O concelho fez sempre um esforço para garantir a melhor integração destas comunidades, mas questões como a dificuldade em ter habitação para todos ou a incapacidade dos serviços públicos em dar resposta à afluência massiva destes cidadãos há muito que eram conhecidas e denunciadas por quem direito, a começar pela Câmara Municipal.
Por isso mesmo, a cerca sanitária só veio colocar a nu todas as fragilidades existentes. O país despertou finalmente para a situação de Odemira e os principais responsáveis políticos nacionais assumiram, finalmente, que era necessário agir… e integrar!
Passado um ano, há sinais animadores de que alguma coisa está a mudar. E nesse âmbito, há que destacar o importante papel que a Câmara de Odemira e a cooperativa TAIPA têm tido nesta matéria, como se pode comprovar nas páginas seguintes. Com anos de provas dadas de atuação no domínio da integração, estas duas instituições têm sido os principais "motores" de uma transformação que exige medidas concretas e sustentáveis.



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