15h41 - quinta, 01/09/2022

A importância da Cultura


Carlos Pinto
São muitos os que olham para a Cultura e para a atividade cultural de soslaio. Encaram-na como algo acessório, sem utilidade prática, mero instrumento para foguetórios e purpurinas. Para estes, a Cultura é uma coisa supérflua, excessivamente sobrevalorizada, e os seus agentes e instituições meros "artistas", no pior sentido da expressão.
Mas a Cultura não é nada disso e, felizmente, são ainda mais os que assim pensam. Para esta maioria, a Cultura e a atividade cultural são uma parte essencial das suas vidas. Algo indispensável através do qual se abrem novos horizontes, se adquirem conhecimentos e valores, e se aprende a valorizar o outro e a respeitar a comunidade. É pela Cultura se tornam cidadãos de pleno direito.
A juntar a tudo isto, Cultura também é vida e economia. Em simultâneo. Um território criativo é um território mais vivo e com outro fulgor financeiro. Porque a Cultura cria valor económico e traz às localidades mais pessoas... que por sua vez investem na terra e nos negócios locais... que por sua vez ficam com maior capacidade para consolidarem a sua atividade empresarial/ económica.
Por isso mesmo, é de louvar a iniciativa "Setembro, uma imersão cultural", que a Câmara de Odemira vai promover ao longo deste mês nos "quatro cantos" do concelho. Um evento que vai além do mero ato de juntar num só programa diversas atividades e que tem como objetivo a "descentralização" e a "democratização" da cultura, "proporcionando "diferentes manifestações culturais à população". É assim que se valoriza um território e que se pratica a coesão.

2. Ao fim de 1414 dias em funções, a ministra da Saúde caiu. Marta Temido sai por decisão própria, depois de ter enfrentado com nota bastante positiva uma pandemia mundial nunca antes vista. Acabou por não resistir às pressões do próprio setor, comprovando o quanto é difícil "combater" determinados lóbis e o corporativismo instalado em ordens e sindicatos. Como escreveu um médico aposentado nas redes sociais, "há muros, que são difíceis de derrubar". Sobretudo aqueles que são construídos pelos "grandes defensores" do SNS, mas que pouco ou nada fazem para o preservar – apenas para o "explorar".



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Data: 25/11/2022
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