16h32 - quinta, 16/05/2024

Bombeiros
voluntários... em extinção?


Carlos Pinto
Segundo avançou recentemente o "Diário de Notícias", em 2004 Portugal contabilizava mais de 41.500 bombeiros voluntários, mas volvidos 18 anos, em 2022, já só estavam registados cerca de 31 mil "soldados da paz" no nosso país.
"Há hoje uma atratividade de voluntariado para os jovens com menos risco e menos responsabilidade do que aderirem a um corpo de bombeiros. Porque, logo à partida, têm de fazer 300 horas de formação, piquetes todas as semanas, ficar fora de casa", justificava na peça o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, António Nunes.
O dirigente acrescentava ainda que, a par da falta de bombeiros voluntários, começam também a surgir problemas nas estruturas diretivas das respetivas associações humanitárias, com cada vez menos pessoas disponíveis para liderarem, a título voluntário, os destinos de instituições que são essenciais à nossa vida comunitária.
Como é fácil comprovar com o passar dos tempos, este é um problema que se tem vindo a agravar e que é transversal aos bombeiros de todo o território nacional, seja no interior, onde a demografia também não ajuda, seja no litoral, onde as "ofertas" de ocupação para os jovens são muito mais vastas (e por vezes mais aliciantes do que ser bombeiro voluntário) .
Quer isto dizer que, hoje em dia, os bombeiros voluntários estão "em risco de extinção", pelo que urge tomar medidas concretas e exequíveis que tornem o voluntariado muito mais apelativo, nomeadamente com incentivos ao nível da fiscalidade e outros benefícios sociais/ económicos.
Mas o grande desafio passa mesmo por uma urgente mudança de paradigma na organização deste setor, vital na resposta de socorro e emergência às populações, que deve, de uma vez por todas, ser equiparado às forças de segurança e funcionar como tal, ou seja, sendo assumido na plenitude pelo Estado e com colaboradores profissionalizados. Caso contrário, os voluntários no seio dos corpos de bombeiros serão cada vez menos e os riscos cada vez maiores… E depois quem assumirá as responsabilidades?



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